Por que cortei meus Dreads. Uma experiência de Renascimento

Corpo Psicodélico Anexo I – A Experiência do Renascimento

Relato Por Carol Vaz

Durante nove anos e nove messes (tempo coincidentemente simbólico) dediquei grande parte da minha energia no cultivo aos dreads. Desde a minha pré-adolescência me sentia atraída polos dreadlooks e pela Cultura Rastafári. Por 3 anos procurei estudar a respeito de como poderia me aproximar desse universo, de forma cuidadosa e respeitosa honrando a Cultura Rastafari.

O Movimento Rastafári surgiu em 1930 a partir das ideias de Marcus Garvey, um ativista negro que pregava a união dos povos negros e seu retorno à África, uma década após a escravidão, seus conceitos encontraram grande aceitação junto a líderes religiosos da Jamaica, que passaram a considerar Garvey um profeta. Uma frase sua, vista como profecia, deu origem ao rastafarianismo. Garvey disse: “Olhe para a África, onde um rei negro será coroado. Ele será nosso redentor.” O rei coroado foi Haile Selassie I, imperador da Etiópia, nascido Tafari Makonnen e posteriormente conhecido como Rás Tafari“Ras” significa Príncipe e “Tafari” significa da Paz, ou seja Príncipe da Paz.

Os dreadloks são cultivados pelo povo Rastafari por razões filosofico-religiosas e identitárias. Os rastafaris argumentam que o crescimento contínuo dos cabelos é condição natural da bioquímica do organismo humano, ideia que se combina com a evidência de que esta bioquímica é uma determinação de Deus, e a vontade de Deus é soberana. O dreadlok também remete à imagem da juba de um leão, animal que, enquanto símbolo, expressa várias ideias: de rei (dos animais), força, coragem, dignidade.” (Informações extraídas do site www.jamaicaexperience.com.br)

Esse movimento incrível possuem algumas crenças as quais eu me identifico bastante, são elas:

Supremacia da vida: a natureza humana é muito importante devemos preservá-la e protegê-la.

Respeito pela natureza: refere-se à importância conferida aos animais, ao meio ambiente, e aos alimentos ingeridos.

Deus pode ser encontrado dentro de cada UM: Os rastafáris acreditam que Deus se faz conhecido aos homens através dos próprios humanos.

Aos estudar sobre a filosofia dos Rastafaris recebi ensinamentos valiosos que me ajudaram a formar e firmar traços da minha personalidade!

Na época busquei por um profissional sério que também partilhasse desses ideais, encontrei o Riva – especializado em cortes e dreadlocks – que desempenhou o trabalho muito bem e foi o único durante esses nove anos e nove meses a fazer as manutenções necessárias nos meus tão queridos e bem cuidados dreads.

Foram anos de muita harmonia e dedicação pronunciando a frase “Tudo pelos dreads”, eu busquei honrar essas raízes durante todo o tempo que estiveram em mim.

Pouco a pouco fui sentindo a necessidade de findar esse ciclo, por alguns motivos:

Comecei a perceber que os dreads haviam tomado tamanha proporção que tinham “vida própria”, uma presença que carrega energia vital dentro deles…..isso por muito tempo foi bom pra mim, em alguns momentos funcionaram como uma bateria reserva, um suporte, verdadeiras raízes que me ajudavam a firmar e me livravam do medo de cair….talvez.

Porém o meu processo de vida, com a ajuda dos ensinamentos trazidos pelos psicodélicos enteógenos, me mostraram que eu precisava romper com todos os suportes, me jogar na experiência da vida sem nada pra me ajudar. Chegará o momento de me despir de todas as certezas, de toda a estrutura que eu havia criado ao meu redor na tentativa de me ajudar a caminhar pela difícil estrada da encarnação. Por mais que esses alicerces tivessem sido de fato importantes para dar firmeza nos meus passos, eles também estavam me trazendo certa rigidez, me fazendo pisar sempre no mesmo lugar, e eu queria percorrer trilhas inéditas.

Durante as práticas com o corpo, desde a faculdade nas investigações com a Dança Contemporânea, eu sentia a presença dos dreads bastante forte, eles dançavam junto comigo, mas essa modalidade permite uma flexibilidade e um bom proveito de todas as relações, assim conseguia dançar com eles, negociar o caminho dos movimentos como em um jogo de contato improvisação.

Já no estudo da Meditação e do Yoga, que comecei a praticar com a professora Lídia Tostes, na mesma época em que meu estudo sobre mim mesma amparado pelos enteógenos estava muito forte, percebi que os dreads me atrapalhavam a chegar e a ficar em mim, a concentrar na minha energia apenas, a estar no momento presente e conectar com a minha consciência e nada mais. Eu precisava de máxima concentração para conseguir transpor essa realidade da matéria, anular o corpo físico e sentir a transcendência trazida pelas posturas e pela prática da meditação. Eu precisava de ainda mais seriedade e dedicação na pesquisa do Corpo Psicodélico, iniciada no meu TCC, que tem como base a pergunta:

Como alcançar estados de consciência alterada usando apenas os movimentos (ou a imobilidade) do meu corpo?
Era o momento de trocar de frase e pronunciar: “Tudo pela consciência”

Então decidi que iria terminar este ciclo de quase 1 década!
Mas não poderia simplesmente corta-los, precisava fazer algo especial, um ritual de passagem para marcar, honrar e agradecer essa fase da minha vida. O destino me fez encontrar a querida irmã Renata Sattil, excelente profissional – fotógrafa com uma forte energia xamânica – presença essencial para me ajudar a passar por esse ritual que aconteceu em um lugar também muito especial o Espaço Sangat da amiga Cecília Alves.
Após as fotos me sentia renascida e sedenta por continuar fazendo desse momento uma passagem especial, pulsando na energia da ARTE!
Chamei outros dois amigos para me ajudarem a Pina e o João, e só tenho a agradecer pela parceria que fiz com cada um! Sou grata!
Foi um trabalho emocionante para mim!

Um divisor de águas.

Um parto!

Confere o resultado final desse processo:

É a Ti Grande Mãe Natureza que concedo, entrego, restituo!!!
É em Ti, por Ti e pra Ti!!!
O meu Corpo penetra o espaço como as raízes penetram a Terra
O pulsar do seu coração faz o meu bater…. Transporta, transmite, transmuta!!!
Ligada estou. Confiante vou.

O pós “ritual de passagem” me trouxe muita reflexão, introspecção e recolhimento. Meus processos para atingir estados não ordinários de consciência (ENOCs) se intensificaram e fui conseguindo dar mais forma e força nos projetos da “Dança Psicodélica” e da “Dança Meditativa” que hoje estou oferecendo na cidade de Uberaba em formato de aulas e workshops em parceria com a Fundação Alimento dos Deuses.
(em breve vou divulgar mais sobre a minha atuação em Uberaba!)
Sou grata a todos os caminhos trilhados e a cada pessoas que fez parte dele!

“Chegou pelo centro do corpo com ares cor de rosa choque. Desejando saber se algum dia eu iria deslocou tudo de uma vez e cada coisa apareceu numa incomum luz clara! Elas revelaram suas existências inerentes, despercebidas por mim, e surpreendentemente convidativas a exploração. Surgiu a tendência de que conteúdos de experiências anteriores, por muito tempo esquecidos ou suprimidos, aparecessem novamente na consciência. E o corpo experimentou um respiro de perda da noção do tempo e liberação entre o passado e o futuro. Como descrever essa sensação de vida?”

Conheça mais os profissionais que me ajudaram a construir esse trabalho:

Fotografias: Renata Sattil   @renattasattil

Renata Sattil há 5 anos recebeu instruções mediúnicas para alinhamento com o seu propósito. Desvinculou-se da formação em comando de aeronaves para atuar em prol da elevação da energia coletiva. Está conectada e atende com as ferramentas do Thetahealing, do Reiki e da Respiração Biodinâmica. Utiliza-se também do conhecimento oferecido pelas medicinas da floresta alcançado através do contato com povos das tradições ancestrais ameríndias. É guardiã do fogo abençoada diante da tradição do povo mexica. Sua paixão por criação de sentimentos através de imagens a fez fotógrafa. Hoje também atua como produtora de eventos holísticos.

 Edição do vídeo: Dayane Pina   @kiwizinha

Dayane Pina é uma artista visual inspirada nos movimentos cibernéticos (do glitch aos waves) e no surrealismo. Trabalha na parte de edição, manipulação e tratamento de imagem e vídeo. Despertou cedo o interesse por manipulação de imagens e passou bastante tempo focada no Movimento Glitch, criando gifs e fotos e mesclando com colagens surrealistas.

“Me considero uma artista eclética, meu estilo muda junto comigo, com minha vida pessoal, meus pensamentos, sentimentos e inspirações que encontro pelo caminho” comenta a artista.

Movimento GLITCH ART

“Em uma tradução quase que literal, podemos considerar o “Glitch” como um erro que ocorre em aparelhos analógicos e digitais que funcionam com registro de imagens (câmeras fotográficas ou filmadoras).
Em meados de 1935 surgiu essa nova vertente artística que se aproveita da irreverência e imprevisibilidade para criar arte. Quando o Glitch acontece no meio digital, normalmente se deve por um erro de conversão ou compressão do arquivo, o que gera “artefatos” que basicamente são linhas de informação geradas pela mudança para um outro formato. Essa compensação gera uma distorção involuntária e o que vemos é uma deformação da imagem ou vídeo. Hoje temos diversas vertentes dentro da própria Glitch Art, tendo desde artistas que trabalham com instalações artísticas, pintura, fotos e até esculturas, o importante é a quebra de paradigmas e regras de cada mídia.” (Informações extraídas do site http://designculture.com.br/o-charme-da-glitch-art )

Criação da Música: João Galvão   @100malmal

João Galvão já experimentou diversas linguagens: teatro, desenho, edição de vídeos e fotos, animação. Há mais ou menos um ano, tem trabalhado produzindo música eletrônica experimental, usando o nome JA1. Se inspira nas bases eletrônicas, trance, ritmos brasileiros e latino-americanos e se inspira em bruxaria e esoterismo para criar sons místicos usando instrumentos tribais e vibes da natureza.

Conheça mais música produzidas pelo artista:

Local do Ensaio: Espaço Sangat Kundalini Yoga

 O Espaço Sangat é um lugar incrível que mistura o aconchego do ambiente interno e sua requintada decoração esotérica com despojado e gracioso jardim na parte externa, que contém um amplo gramado, área de convivência, espaço para fogueira e ainda uma horta maravilhosa no modelo da Permacultura.

As atividades oferecidas são:

  • Kundalini Yoga
  • Sessões de Psicoterapia
  • Constelação Familiar

Com a psicóloga e instrutora de Yoga Cecília Alves – marque uma aula experimental e conheça esse lugar único em Uberlândia!!

Mais informações pelo whats: 9 9691-4355

Endereço: Rua das Gaivotas 657 – Cidade Jardim

 Quer fazer seus dreadloks com o melhor profissional da área??

Avenida João Naves de Ávila, 1730, Lj 03, Santa Maria

Agende um horário pelo whats: (34) 99818-0607

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