E quando a tempestade é forte demais?

“Depois da chuva vem a bonança”, mas e quando a tempestade é forte demais? 

Ana Carolina Ferreira

Partilha Treinamento e Desenvolvimento

Daquelas dores que deixamos para trás

Sem saber que aquele choro valia ouro

                                                                                            Estamos existindo entre mistérios e silêncios

Evoluindo a cada lua, a cada sol

Dani Black

Gosto de falar sobre arte, porque como ela é uma expressão humana suas manifestações geralmente me ajudam a dar significado ou a expressar meus pensamentos malucos e meus sentimentos contraditórios. Para me ajudar a falar dessa temática complicada que escolhi, vou usar duas músicas que gosto muito: “Maior,” de Dani Black e “Tá Escrito!”, de Xande de Pilares.

Sempre fui e ainda sou muito otimista. Alguns de meus maiores valores são o desenvolvimento, a alegria e a vida, mas com o tempo (e a idade!), venho descobrindo como é importante honrar a tempestade, ao invés de fingir que ela não existiu… mesmo quando é forte demais e achamos não iremos suportar.

“Basta acreditar que um novo dia vai raiar, sua hora vai chegar”

Que delícia que é ouvir e dançar essa música! Ela me enche de energia, tem o poder de mudar o meu dia. Eu levanto e sigo em frente com muita fé e com muita força. Só que esse “basta” tem me incomodado, sabe?! Eu não acho que basta acreditar. É fundamental acreditar, mas não basta. Muitas outras coisas precisam acontecer para sua hora chegar. Na verdade, muita coisa temos que fazer para nossa hora chegar. Até porque, não temos controle sobre o que vamos encontrar quando a tempestade cair. Muito menos sabemos a hora que ela vai desabar. Não estou dizendo que não devemos sonhar e planejar, muito pelo contrário, adoro fazer isso e ajudar as pessoas fazerem. Mas não temos controle. Podemos até ter as rédeas das nossa vida e ainda assim encontrar um buraco no caminho, certo?! Então, é preciso acreditar, mas o que mais?

“Erga essa cabeça, mete o pé e vai na fé”

A própria música responde! Acreditando, devemos erguer a cabeça e seguir em frente. Olhar o que a chuva trouxe, porque nem sempre ela traz só estragos. Não sei se o dizer popular deixa isso tão explícito, mas a bonança só veio porque choveu. É preciso plantar, mas é preciso que chova. O que acontece é que às vezes a chuva não só traz o que queremos. Porque a vida não é a vida que planejamos, mas a vida que vivemos. Então, é preciso acreditar e agir, com fé! Fé na vida, nas crenças de cada um e fé na gente mesmo! A cada chuva, dar um novo passo. A cada colheita, um novo plantio.

 

“Eu sou maior do que era antes / Estou melhor do que era ontem”

E, no final das contas, é sobre isso! Evoluir! O que temos nos tornado com as chuvas que passaram em nossas vidas? O que temos deixado florescer das tempestades? Essa é uma escolha muito pessoal. E é uma escolha sim! Não temos controle sobre quando, onde e como vai chover, mas se vamos olhar pra bonança ou não, pra potência ou pra carência, é uma escolha diária. E veja bem! Nesse processo, não nos tornamos melhores ou maiores que o outro, mas maior que fomos e melhor do que estivemos. Quando escolhemos “meter o pé”, estamos escolhendo meter o pé pra frente… pra continuar caminhando, cada dia melhor.

“Daquelas dores que deixamos para trás / Sem saber que aquele choro valia ouro”

O passado não pode ser um lugar de residência. Isso adoece. Mas daí achar que ele tem ou que pode ser esquecido é imaturidade emocional! O passado nos fez quem somos hoje e, por isso, é uma referência. Ele não é fora de nós, nos compõe. Dolorido ou não, ele vale ouro. É fundamental acolher nosso passado com amor, porque aí tudo vira ensinamento. Se queremos ver a bonança, precisamos ver a chuva não como incômodo, mas como fundamental. É preciso honrar para curar e seguir em frente, até porque, outras tempestades – e outros frutos – certamente virão.

 

Ana Carolina Ferreira é graduada em Letras pela UFU e possui MBA em Gestão de Projetos pela UNOPAR. É Coach e Analista Comportamental formada pelo Instituto Brasileiro de Coaching e graduanda em psicologia pela Faculdade do Trabalho de Uberlândia. Além disso, tem em seu histórico diversas capacitações na área de liderança e terceiro setor. Atualmente atua como coach, consultora em desenvolvimento humano e organizacional e treinadora em programas de capacitação e desenvolvimento de habilidades comportamentais. A Partilha oferece diversas soluções para trabalhar tópicos como esse tratado neste artigo, individual, coletiva e corporativamente.

 

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