Ressignificando o ato de comer

Ressignificando o ato de comer – Nutrição Comportamental

 

*Ressignificar: Atribuir novo significado através da mudança de visão de mundo.

Sentir prazer ao comer é uma das formas de mudar a sua relação com o alimento.

A abordagem do Comportamento Alimentar na Nutrição, é científica e inovadora.

Já reparou que tudo em nosso dia a dia envolve a comida e o ato de comer ?  esse ato é normal e deve ser prazeroso!

Em sua consulta a nutricionista Raíla de Paula, Pós Graduanda com foco em Nutrição Comportamental ajuda seus pacientes a mudarem sua relação com o alimento considerando os aspectos emocionais (alegria, tristeza, ansiedade, estresse e outros), fisiológicos (fome física, hormônios relacionados a fome e saciedade e outros) e sociais (ambientes onde se come, com quem se come e o porque se come) da alimentação como um todo. Nós temos o comer fisiológico, emocional e social. 

A mudança do comportamento alimentar proposta no método que ela utiliza, envolve estratégias de aconselhamento nutricional, técnicas do comer intuitivo, terapia cognitivo comportamental, entrevista motivacional e táticas para comer com atenção plena, além da prática clínica tradicional, como a avaliação da composição corporal, cardápio alimentar e estratégias nutricionais, que são individualizadas.

Tais estratégias prometem resgatar o prazer em se alimentar de forma saudável e quebrar tabus do que é “saudável e não saudável”, e dos alimentos “bons e ruins”, que permeia a prática clínica e a comunicação do nutricionista tradicional.

Na prática clínica o prazer em comer é muitas vezes associado à culpa. Este contexto não promove a mudança de comportamento e não torna as pessoas mais saudáveis, pelo contrário, os índices de doenças crônicas, transtornos alimentares e obesidade não param de aumentar. Nunca se ouviu falar tanto em “dieta e Comida Fit” como agora.

* A abordagem comportamental pode ser utilizada em todas as faixas etárias, com atletas de alto rendimento, praticantes de atividade física e outros, ressalta Raíla.

O que vai possibilitar uma mudança real, consistente e duradoura no comportamento alimentar é a avaliação de COMO e o PORQUE SE COME, que são tão OU mais importantes do que simplesmente O QUE se come. Onde se come, quando, com quem, qual o sentimento, quais as dificuldades, é esse tipo de autoconhecimento que deve ser estimulado e compreendido.

Mudanças de hábitos devem ser associadas ao plano alimentar e ser sustentáveis ao longo dos dias, meses, anos e ao longo da vida!

-> O foco é entender as relações envolvidas no ato de se alimentar, ao invés de apenas contar calorias.

“Posso citar um exemplo simples e muito visto na atualidade: a perda de peso não sustentável, e ainda pior, de forma não saudável. Não adianta perder 5, 10, 15 Kgs e não manter o peso desejado. O que deve acontecer é mudança de hábitos alimentares e de estilo de vida, mudança da relação com o alimento e com o ato de comer levando isto consigo em todos os momentos, podendo realmente se autoconhecer e aprender a se alimentar e a reconhecer a fome. O nosso corpo é uma máquina muito inteligente, ele nos dá os sinais do que ele esta precisando, mas, na maioria das vezes as pessoas não escutam o próprio corpo e isso que nós resgatamos durante o meu acompanhamento como nutricionista. “, diz Raíla de Paula.

Resgatando o prazer em comer a relação com o alimento se torna se mais saudável e portanto sem estratégias mirabolantes, a perda de peso acontece, porque primeiro é o foco é a mudança de comportamento.

Os números diminuindo na balança passam a ser uma consequência do autoconhecimento. A pessoa passa a aprender a identificar suas emoções e a não buscar consolo nos alimentos, como acontece quando o estresse e a ansiedade tomam conta da rotina. Essa atitude está diretamente ligada com a perda de peso, ou seja, ela é consequência de uma série de comportamentos.

“Na verdade, a perda de peso se torna parte do processo prazeroso de se alimentar e não uma grande luta contra a balança.”.

Há restrições na nutrição comportamental?

Não há restrições na nutrição comportamental. Tudo pode, não existe alimento proibido, o que existe é uma nova forma de aprender a se alimentar de forma saudável e prazerosa. Estabelecer um vínculo saudável com a comida é uma excelente forma de começar a melhorar a alimentação em qualquer faixa etária. Tal melhora é sucedida por escolhas inteligentes feitas não por obrigação ou devido a dietas restritivas, e sim ao conhecer o próprio corpo e suas necessidades. 

Sugestão para estabelecer esse vinculo saudável com a comida: 

  1. sinta o cheiro do alimento
  2. observe as cores e a textura
  3. mastigue de forma lenta
  4. aprecie o momento
  5. Tenha gratidão, afinal, somos privilegiados por termos o que comer nas nossas mesas. 

Cuide do Seu Corpo, Você Habita Nele!

Raíla de Paula F. Cruz é Nutricionista Clínica e Esportiva graduada na Universidade Federal de Uberlândia e Pós Graduanda em Comportamento Alimentar (APlenitude/ SP). Atende na All Klinic na Av, Nicomedes Alves dos Santos, 1078, Morada da Colina

*Raíla tem um trabalho ativo nas suas redes sociais onde dá dicas e nos atualiza sobre nutrição e alimentação saudável.

  @nutrirailadepaula

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